A distância não é cortesia, é margem de reação. É a primeira coisa que se perde quando há pressa — e a que mais acidentes causa em estrada.
A regra dos dois segundos
Escolhe um ponto fixo na estrada — um poste, uma marca. Quando o veículo da frente o passar, conta: «mil e um, mil e dois». Se chegares antes de terminar, vais demasiado perto.
Dois segundos são o mínimo em condições ideais. Com piso molhado duplicam; com gelo é preciso bastante mais.
A vantagem de contar em segundos é que funciona a qualquer velocidade — ao contrário de uma distância fixa em metros.
Quando é preciso mais
Com chuva, neve ou gelo: no mínimo o dobro.
Atrás de um veículo pesado: não vês nada para além dele.
Atrás de uma mota: pode travar mais depressa do que tu.
Em fila e em túneis.
Quando levas carga ou atrelado.
Em túnel recomenda-se uma distância especialmente ampla: não há berma nem possibilidade de desviar.
Se te colarem atrás
A reação correta não é travar para «avisar», mas aumentar a tua própria distância para quem vai à frente. Assim ganhas espaço para travar suavemente e evitas a colisão em cadeia.
Se for possível, facilita a ultrapassagem. Nunca respondas a acelerar nem com travagens de castigo: isso transforma um incómodo num acidente.
Lembra-te: circular demasiado perto é uma das infrações sancionadas com maior dureza — pode chegar a ser considerada infração grave com apreensão da carta.
Objetivo alcançado?
Revê os pontos essenciais e certifica-te de que dominas todas as regras – para o exame teórico e para a prática.